Rei da Esfiha
Restaurante Escola do Senac em Curitiba
Milão
A despeito das críticas de Dom Gordini, sapientíssimo expert em culinária italiana, que considera o sabor dos pratos do Restaurante e Pizzaria Milão (Av. São Paulo, 453, (44) 3226-2929) "levemente adocicados", a verdade é que o lugar é uma das melhores opções de buffet self service do almoço maringaense. Aliás, ainda discutiremos o gosto duvidoso desse prócer, sobretudo no que respeita ao almoço do La Gôndola.
Em resumo, o que torna o Milão tão bom é uma soma de fatores interessantes.
O ambiente, desde a fachada até o confortável jardim coberto ao fundo é muito bonito e aconchegante (cf. blog da arquiteta responsável, a quem devo os créditos da foto deste post). O fato de estar em um local aberto, ajuda a amenizar o barulho infernal de pratos, garfos, facas e copos batendo, habitualmente existente em restaurantes do gênero.
A variedade de saladas é surpreendente. E há muitas saladas exóticas, tal como a salada árabe, abundantemente temperada com za'atar e folhas inteiras de hortelã e salsa, não encontráveis em outros buffets da cidade. Os pratos quentes também são variadíssimos e, em geral, muito bem executados.
Outro diferencial é a apresentação dos quitutes, sempre caprichada e convidativa ao paladar.
Entretanto, há um defeito grave. O sistema peculiar (e, digamos, burro) que eles usam para anotar as bebidas dos frequentadores. É assim: você se serve no buffet e, ao pesar o prato, a atendente questiona a bebida que você vai pedir. Ela anota o pedido vinculado ao número de sua comanda (cartão) e questiona se você vai se sentar do lado de dentro, ou de fora do restaurante. E pronto.
Sucede que os garçons, para entregar a bebida solicitada, ficam reféns de uma ridícula "procura pelo número de comanda perdido", ou seja, ficam vagando sem rumo por entre as mesas, olhando o número de cada comanda, até achar o bendito dono do suco sobre a sua bandeja! Ora, é de matar! Em dias mais cheios, e nas horas de pico, você nem chega a receber a bebida, porque ela ficou perdida em alguma bandeja com algum garçom-explorador que não encontrou o seu pequeno número de comanda! Como hoje, em que algumas das bebidas que pedíramos não chegaram até o fim da refeição, e tiveram que ser estornadas da conta no momento do pagamento.
E essa sistemática está sendo usada pelo Milão há tempos... Tomara que mudem, pois esse tipo de defeito de atendimento é imperdoável.
Especificamente nesta nossa última visita, houve virtudes e defeitos:
- O enroladinho de mussarela e presunto recheado com rúcula e tomate seco estava ótimo. Idéia simples, ingredientes comuns, mas que, executada com requinte, tornou-se um prato bem interessante;
- Pirão de peixe é um dos meus pratos prediletos. Por isso, experimento todos os que vejo pela frente, e posso atestar que o pirão do Milão é ótimo. A consistência é correta (nem muito líquido, nem muito pegajoso), o sabor característico (coentro e leve ardor de pimenta), com o diferencial do toque de pimentões vermelhos e pequenos camarões descascados. Experimentem!
- A costela de boi assada costuma ser imperdível. Desta vez, erraram no sal. Embora estivesse macia e suculenta como de costume, ela estava praticamente "incomível" em razão do exagero de sal.
- Numa visita anterior, eu provara a moqueca. E estava deliciosa. Desta vez, o peixe escolhido deixou a desejar. O cação é um peixe difícil. Alguns filés acabam ficando com aroma de amônia (não era o caso deste), e outros apresentam uma consistência muito rígida e áspera, como o usado na moqueca que experimentei nesta visita ao Milão. É verdade que já comi moquecas deliciosas com cação, mas a aspereza e a rigidez do peixe desta vez foi decepcionante, muito embora o tempero estivesse muito bom.
Serafinni - Parte II
Reforçando o post anterior, eu escolhi, de entrada, a carne de siri gratinada; como prato principal, o filé de tainha às ervas finas acompanhado de risoto de legumes; e de sobremesa, bananas flambadas com sorvete de creme, cujo review ficou por minha conta.
A entrada foi servida na tradicional "conchinha", com carne desfiada de siri, temperada com cheiro verde e uma camada de queijo gratinado por cima. Estava muito boa, com a carne de siri bem temperada e sem estar seca, mas confesso que preferi o carpaccio do Vicente.
Já pelo prato principal, preferi a minha escolha à dele. Adorei os temperos que, tanto no molho de ervas finas da tainha, como no risoto de legumes (cenoura e brócolis) estavam bastante suaves e, apesar dos sabores distintos dos dois, combinaram muito bem, dando aquele toque "leve" ao prato.
Restaurante Serafinni em Londrina
BlogBlogs.Com.Br
Acabei de voltar do Bar do Zé para atualizar o blog. Afinal já estou ouvindo reclamações de que a coisa aqui está muito parada. Mas, convenhamos, os outros culpados aqui do blog andam devendo postagens. Aliás, há quem nem sequer postou ainda!
Outra coisa que eu e o Tirso vínhamos conversando é o predomínio de restaurantes de comida japonesa aqui no blog. Isso precisava mudar. Então, movido pela necessidade de postar algo diferente, fui "obrigado" a visitar o Restaurante Serafinni em Londrina (não achei o site achei! como disse o Tatsuro nos comments, tava faltando um "n" no nome - fica na Av. Higienópolis, 445).
Foi a segunda vez que visitei o local. A primeira vez havia me deixado uma bela primeira impressão. Então, resolvi levar a Jú para experimentar a comida italiana deles.
No almoço, além do vastíssimo (mesmo) menu à la carte, eles oferecem menus executivos, cujo custo/benefício é incrível. Por R$ 25,00 você escolhe uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, sendo várias as opções de prato principal, dentre carnes, peixes, massas, etc.
Eu optei por carpaccio de entrada, ossobuco com polenta como prato principal, e banana flambada com sorvete de creme de dessert.
Todavia, antes da entrada, falemos do couvert. É servida uma cesta de pães variados (quentinhos), acompanhada de bolas de manteiga, comum e temperada com ervas; esta última deliciosa. Além disso, também compõe o couvert da casa cenoura crua cortadas em bastões (os mais chiques poderiam dizer, talvez, à jardinière ou em allumettes):
O carpaccio é feito com carne bovina de qualidade: vermelha, limpa, fresca, e com ótimo sabor, além de ser fatiada na espessura ideal. Tem lugares que cortam literalmente bifes de carpaccio, e outros que deixam a fatia tão fina que nem sequer conseguimos sentir o sabor da carne, que fica encoberta pelo molho.
O molho do carpaccio do Serafinni também é bastante suave. Com a quantidade correta de mostarda, azeite e queijo parmesão ralado. Outro ponto positivo é que o carpaccio não vem inundado com milhões de alcaparras, apenas algumas, na quantidade certa para que o sabor adstringente delas se harmonize com a picância da mostarda e a textura tenra da carne crua.
Suavidade é a palavra que caracteriza a cozinha do Serafinni. Ao pensarmos em ossobuco com polenta (ou mesmo ao pensarmos em comida italiana em geral), sempre virá à tona a imagem (e o sabor) de uma comida carregada, fortemente temperada. Esse estereótipo de comida italiana, na verdade, revela um defeito, pois o tempero demasiado muitas vezes esconde e mascara o real sabor do alimento.
Quantas vezes comemos filés de peixe acompanhados de molhos tão intensos que nem sequer nos permitem sentir o suave sabor do peixe.
Esse defeito não existe no Serafinni. O ossobuco é acompanhado de um molho de tomates bastante suave, que nos deixa sentir o sabor marcante da carne bovina, com bastante gordura marmorizada, típica do corte. Essa suavidade também é salutar na apreciação da polenta (com a consistência perfeita - liquefeita), pois nos permite apreciar o sabor delicado do fubá.
O review da sobremesa - bananas flambadas com sorvete de creme - deixarei por conta da Jú, que também prometeu escrever sobre a carne de siri gratinada e o filé de tainha às ervas finas com risoto de legumes que ela experimentou.
Ainda sobre o Serafinni, é interessante dizer que os pratos são generosos (pode-se ver nas fotos); a apresentação é carpichadíssima; o serviço é atencioso e bastante cortês, sem contar a simpatia do responsável pela casa, o Roberto, que motivado pela curiosidade de ver um casal tirando fotos de tudo (com uma câmera daquele tamanho), nos perguntou se éramos de algum jornal, rs. Quem sabe um dia... Aliás, faltam colunas de crítica gastronômica nos jornais maringaenses.
É isso. Preços acessíveis. Comida italiana de alta qualidade. Serviço cortês. Aqui em Maringá não achei restaurante italiano que possa se comparar com o londrinense Serafinni. Sigo buscando. Continue lendo >>
Almoço "Lá em Casa"
Lá o sistema é self service e o buffet conta com uma variedade de pratos frios e quentes. Entre aqueles são servidos tanto as folhagens, as frutas, como o salpicão e a salada de grãos. Já nos pratos quentes, você encontra desde o comum arroz, feijão e batata frita até a feijoada, a picanha, a variedade de massas e carnes, e o famoso salmão. Aliás, eu nunca deixo de pegar o salmão assado com alcaparras, que nunca está seco e está sempre muito saboroso.
Neste fim de semana, a massa feita por eles foi o sofiatelli (formato de "pasta" que tem a semelhança com um pacotinho de presente pequeno que foi assoprado/assoviado - sofia em italiano e é elaborado apenas com ovos e farinha, seguindo de certo modo a receita tradicional de massa rica) aos quatro queijos que estava muito bom. Porém, para mim, a melhor massa servida por eles é o rondelli (massa em formato de rocambole) de presunto e queijo ao molho branco.
Click Sushi ao vivo
Sushi Lounge
O trabalho anda uma loucura. Se é chavão dizer que o ano do brasileiro começa depois do carnaval, este ano para mim (e para todos os culpados deste blog) isso está sendo verdade. Mas vamos lá...
Um dos posts atrasados é o Sushi Lounge, um dos muitos restaurantes japoneses que surgiram em Maringá nos últimos anos, e certamente o mais escondido deles. Ele está ali encravado no meio da Zona 4, na Rua Joaquim Nabuco, 366.
Um dos diferenciais é que eles não servem o famoso rodízio de comida japonesa, regado a muito sushi e sashimi, com a finalização cruel dos pratos quentes. Lá o serviço é à la carte.
Esta foi a segunda vez que visitei o lugar. Da primeira vez, já há algum tempo, apenas fui num final de tarde comer um sashimi de tilápia com meu irmão. Desta, fui com a Jú jantar num domingo à noite.
De entrada, resolvemos pedir uns sushis. Ela escolheu hosomakis hot roll, já bastante conhecidos dos frequentadores de rodízios. Para que não conhece, segue a foto:
Nada mais são do que hosomakis com o tradicional nori (alga marinha) por fora, recheados com filé de salmão, levemente empanados numa massa fininha, e fritos (argh!). Confesso que não tenho nada contra essa onda fusion da comida nipo-brasileira. Mas, para mim, sushi frito já é demais. Tira a textura do nori, e deixa o gohan meio azedo e "chicletudo". Mas "gosto não se discute", a Jú e a grande maioria dos habitués desse tipo de restaurante adoram a heresia...
Eu também escolhi um sushi pouco tradicional: um uramaki (nori por dentro e não por fora, como no hosomaki) de salmão com kani e molho de pimenta (!).
Para a minha decepção, o gohan usado no sushi parecia estar meio velho e ressecado. Em razão disso, e sobretudo porque não havia o nori por fora para segurar o arroz em sua forma, o uramaki veio desmanchando. Era só pegar na mão que a iguaria desmanchava...
Outro problema do uramaki foi a falta de pimenta. Realmente, se o cardápio diz que o sushi é de "salmão apimentado", o mínimo que se espera é um leve ardor da pimenta. Mas infelizmente nem parecia que havia sido colocada a pimenta propagandeada.
É verdade que o sushi estava saboroso. Mas isso não me fez esquecer os desmoronamentos de arroz e a falta da esperada pimenta.
De prato principal, pedimos um yakisoba tradicional, com legumes, filé de frango e tiras de carne.
A apresentação não é lá muito inspiradora, como se pode ver da foto. Mas o sabor não é diretamente proporcional ao look do prato. A primeira surpresa que se tem ao experimentar o yakisoba, é que ele não segue a receita com influência predominantemente chinesa, que é a mais comum aqui no Brasil (pelo menos aqui no Paraná). O yakisoba chinês é aquele feito com macarrão nissin (o do famoso miojo) com sabor acentuadamente salgado. A receita japonesa, que é a seguida pelo Sushi Lounge, é mais adocicada (agridoce), com o macarrão assaí (cilíndrico e liso).
Outro diferencial positivo do yakisoba que experimentamos, e a crocância dos legumes. Um dos pecados mortais dos restaurantes (sobretudo os self service do almoço) é refogar demasiadamente os legumes dos prator orientais, deixando-os moles e pastosos. Convenhamos, comer uma pasta de cenoura, ou uma couve-flor em que nem se percebe a textura (o mais legal da couve-flor é a textura áspera!) é horrível, sem contar que todos os legumes e verduras ficam com aquele gosto igualado de shoyu fervido.
Lá no Sushi Lounge os legumes e as verduras do yakisoba são servidos al dente, como deve ser. Brócolis, pimentão, cenoura, cebola, etc., todos crocantes e com seus sabores conservados, temperados pelo sabor marcante do abundante óleo de gergelim.
Quanto ao ambiente e ao serviço, a impressão foi bastante positiva. O terraço/varanda de madeira é bastante confortável, e a localização afastada das principais avenidas torna o restaurante tranquilo, sem aquele fluxo (e barulho) incessante de carros. O serviço, em sua grande parte feito pelo próprio dono do restaurante (um nikkey que voltou há pouco do Japão) é simpaticíssimo e atencioso, servindo-nos com a pontualidade e a cordialidade esperada.
Enfim, desvendamos mais um dos restaurantes orientais da cidade. Não podemos dizer que é o melhor (Momiji e Tatibana à frente), mas há diferenciais que merecem ser experimentados, sem contar que o ambiente tranquilo e o serviço correto são prós que nem sempre são observados nos concorrentes.
PS: as fotos não estão com aqueeela nitidez, mas a iluminação estava bastante complicada pra tirar fotos em macro... Continue lendo >>
O Rei do Happy Hour
Inaugurando minha coluna pessoal no blog, da qual intituto "O Rei do Happy Hour", começo com o relato de uma semaninha em que, no melhor estilo "sessão da tarde", temos aprontado uma tremeeeeeeeenda confusão...
Tudo começou na terça, um dia tão tranquilão, em que no máximo a aventura se resumiria ao nostalgico Joseph's Pub (bar do zé), mas que acabou se descambando para o Bartolomeu (Av. Pedro Taques), boate nova que abriu em Maringá.
Chegamos lá, eu, Fat, Alien e Oponente, e pensei: "amanhã é quarta, é dia de trabalhar". Pedi 2 long necks, geladas por sinal, tudo ok, até que alguém teve a "brilhante" idéia de pedir um combo de Smirnoff. Como bom apreciador da BEBIDA RUSSA, prometi que iria tomar apenas uns dois copos com energético, mas... acabamos com a garrafa, e tornei minha quarta-feira em um dia interminável.
Mais uma vez, minha companheira das manhãs - Dona Hangover, esteve lá, firme e forte para me fazer lembrar que ser um membro do Quitutes & Acepipes é hobby, e não um trabalho profissional.
Mas... nada que uma picanha "saborosa" (nos dizeres do Fürer) que eu, Tirso, Cebolinha e Freguês comemos no Calçadão (av. Getúlio Vargas) para resolver o problema da minha ressaca, ressaca esta no melhor estilo "ressaca parkinson" (aquela em que você treme sem parar).
Ah, enfim. Pensei que o dia terminaria tranquilamente, mas a partida entre Palmeiras e Santo André ocorreria a noite, e me lembrei do grande e lendário Cine Bar (av. Brasil), bar comandado pelo Garrafão, em que a "moçada" do quinquênio 95/2000 tomava umas pingas antes do show da Shakira.
Convidei Freguês e Tirso pra irem comigo tomar uma gelada e ver o jogo. É claro que eu não poderia esperar outro resultado senão a derrota do meu querido Verdão, já que o Tirso é camarada, porém corinthiano, e um tremendo pé-frio/agourento dos infernos!!! pqp!!!
Eu, como palmeirense roxo, sofredor e p*to da cara com essa merlin/bósnia do meu time (que conseguiu a proeza de perder do Santo André em pleno Palestra... que beleeeeeza!!!!), ao menos tive o prazer de comer os espetinhos de lá (frango com pimentão e cebola, pra dar aquela sustança) e tomar uma birra com os 'culpados', mas acho que exagerei, porque minha barriga não para de dizer "HAVE MERCY"...
Happy Hour é para profissionais. E tenho dito...
Matsuri Sushi Garden: Novidades Bem-Vindas!
Terça-feira é lei: dia de almoçar sushi e sashimi! Depois de visitar o Oyama na semana passada, e como o Sushiky vem nos decepcionando nas últimas visitas, fomos ao Matsuri, depois de alguns meses de ausência.
E o descanso que demos ao restaurante fez bem. Lá chegando fomos surpreendidos por algumas novidades muito boas, e também nos reencontramos com pratos de que gostávamos muito.
Os sushis de lá sempre foram muito bons. O arroz sempre foi temperado corretamente. O mesmo se pode dizer da textura do arroz, pois nunca peguei sushis duros ou ressecados; amassados e mal cortados às vezes, mas isso é parece ser um mal necessário dos self services de sushi... (Oyama é exceção, como dissemos, talvez devido ao menor movimento).
A qualidade do sashimi varia bastante. Lá já comi atuns muito bons, mas também já me ofereceram olhete (e outros) como se fosse atum. Já comi salmão encharcado do degelo e salmões ótimos, fresquíssimos. O peixe de hoje estava normal. Não comprometia. A boa novidade era o sashimi de prego, que antes dificilmente era oferecido no Matsuri.
O melhor reencontro foi com o Guioza:
Confesso que já comi guiozas em muitos restaurantes daqui e de outras cidades. Mas esse do Matsuri continua imbatível. A massa é fina; sempre grelhada no ponto; e o recheio de carne de porco com "verde" (acho que é cebolinha) é muito saboroso e suculento.
As boas novidades no bufê foram duas. A primeira, um hossomaki de pepino (em vez de nori) com uma pasta de atum enlatado com missô:
Muito bom. O pepino dá uma sensação gelada e crocante que contrasta legal com a pasta, que possuia aquela textura do atum enlatado e amassado e o sabor pitoresco do missô (quem nunca provou missô, prove!).
A segunda novidade foi o "Camarão Ebi Tiey Sauce":
Primeiro uma explicação do nome: eu já sabia que "ebi" significa "camarão" em japonês. Então fui procurar o que seria o "sauce" (molho) Tiey. E percebi que esse "tiey" é uma corruptela ou uma "niponização" da palavra "Chilli". Isso mesmo, aquele molho mexicano.
Descobri, então, que o Ebi Chilli Sauce é um prato bastante comum na cozinha de japonesa. E isso é a prova incontestável da globalização gastronômica e de que a onda fusion dominou o setor. Afinal, chilli ser comida rotineira no Japão é algo, no mínimo, incrível.
Mas não é que o prato é delicioso. São camarões pequenos, com casca, parcialmente empanados (maizena ou algo do gênero), e depois recobertos por um molho denso e cremoso, com um sabor marcante e exótico. Realmente, o sabor é bastante adocicado e levemente apimentado. Fica difícil de descrever em maiores detalhes... É preciso provar, ou fazer em casa (basta googlar para achar a receita).
Já se vê portanto, que a visita ao Matsuri é recomendadíssima. E nós certamente voltaremos lá mais vezes...
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Calçadão: Tiras de fígado acebolado com pimenta dedo de moça
Conforme prometido, e já com algum atraso, escrevo sobre as tiras de fígado que experimentei no almoço no Calçadão. Embora não tenha tirado a foto, descrevo o quitute: fígado de boi em tiras finas (1-2cm) refogado com cebola em pétalas, e polvilhado com fatias pequenas de pimenta dedo-de-moça:
Esse acepipe, embora estivesse servido no bufê do self service do Calçadão, deveria, na verdade, estar no cardápio de algum boteco da cidade. Claro que combina demais com um arrozinho solto e um feijão caseiro.
Mas com cerveja...
A primeira vez que comi uma porção de fígado num boteco foi no Casa di Bel@ em Curitiba (visitem o link e curtam o estilo do lugar!)
Mas pergunto: vocês sabem de algum boteco da cidade que tenha porção de fígado acebolado?
Além disso, percebam que o prato do Calçadão incorpora precisamente aquela idéia que defendemos no post inicial. Ou seja, não basta servir uma porção "normal". É preciso fugir dos lugares-comuns. Afinal, fígado acebolado possui aquela receita clássica, "imexível". Mas o Calçadão foi além, e deu um charme ao fígado acebolado acrescentando aquelas rodelas de pimenta dedo de moça. Pronto. A ardência suave e o perfume inconfundível da pimenta transformaram um prato comum, num acepipe! Continue lendo >>
Resumo do fim de semana: Casamento, Restaurante China, Churrasco e Puchero
Sexta-feira saí um pouco mais cedo do trabalho e fui direto para Cruzeiro do Oeste no casamento de amigos da Jú, que acabaram por se tornar amigos meus também. Já fizemos juntos aventuras gastronômicoetílicas na Taqueria Ginga e Sabor e no Mr. Bachir. Aliás, esses são dois lugares que já estão merecendo posts (quem se habilita, hein, pessoal?)
Na recepção do casamento (tava quente pra caramba) tomamos umas cervejas. No início não estavam muito geladas (porém totalmente bebíveis). Mas com aquele calor, nem dá pra reclamar... Se a cerveja ficasse dois segundos fora do freezer já esquentava. Whisky à vontade (tomei alguns "reds"). E o jantar foi surpreendente, com um "filé ao molho madeira" (clássico dos casamentos) que realmente era de filet mignon (algo meio raro) muitíssimo saboroso. Nem parecia aquela "posta" insossa que costuma ser servida por aí.
Voltando para Maringá no sábado à tarde, paramos em Cianorte para almoçar. Foi difícil de achar restaurantes ali, hein. Aos que moram na cidade da moda, por favor, postem sugestões para a próxima visita. A Jú e eu acabamos almoçando no Restaurante China, que serve uma comida chinesa barata, por quilo ou à la carte. Os pratos são saborosos e de acordo com a tradição. As frituras (tempurá e empanados em geral) estavam um pouco encharcados (mas a comida chinesa em geral é meio pesada em razão das frituras). Apenas não gostei da ortografia sinoabrasileirada do lugar. Afinal, "yaquimeshi" e "yaquisoba" é pra acabar, né!
Chegando em Maringá, ainda deu tempo de assistir o Timão atropelar o Sertãozinho...
No sábado à noite, juntamos uma turma para um churrasquinho abastecido com carnes lá do Ribeiro (Açougue Ribeiro Carnes e Assados). Para mim (e acho que para muitos), não há opção melhor para comprar carnes para o churrasco. O preço é bom e o grande volume de vendas do lugar faz com que as carnes estejam sempre frescas. Fora a qualidade e o sabor das carnes temperadas (é o único lugar em que tenho coragem de comprar carne embalada à vácuo já temperada; nos outros, parece alternativa para vender carne velha, quase estragando). Provem a costela de boi cortada à borboleta, o meio da asa e a bisteca de porco, todos já temperados.
Outra coisa interessante de sábado à noite foi o alho frito (conservado no azeite de oliva extravirgem) feito pelo Tatsuro (ele de novo!). Esse cara é um verdadeiro gourmand, muito mais do que um expert em comida japonesa (como eu já disse anteriormente), ele entende de comida em geral, além de cozinhar muito! O alho dele é o seguinte (outro dia posto a foto): alho in natura esmagado em pequenos pedaços; frito em óleo vegetal até ficar corado e crocantíssimo; escorrido e guardado em vidros repletos de azeite de oliva extravirgem de alta qualidade. Simplesmente tudo fica bom com esse alho. Se ele acatar a minha sugestão de industrializar o quitute, logo vocês poderão encontrar por aí, rs (Tatsuro, vou querer comissão!).
Domingo, depois do San-São, fui jantar na casa da bathian (avó, em japonês coloquial) da Jú. Como sempre, a mãe da Jú foi a responsável pelo prato, um Puchero. Para quem não conhece, trata-se de um cozido clássico da cozinha espanhola, e se parece bastante com a nossa feijoada, com a diferença de que é branca (em vez de feijão preto, grão-de-bico, feijão branco, milho, etc.). Segue a foto (essa não é minha) para se ter uma idéia:
Enfim, um prato bastante apropriado para uma noite de domingo escaldante, em que os termômetros beiravam os 40ºC (rs, sacanagem com a sogra). Mas é preciso dizer: o puchero estava delicioso, com os grãos-de-bico perfeitamente cozidos al dente, e as rodelas de calabresa e paio dando aquele saborzinho defumado à coisa.
Da próxima vez, prometo que saio com a câmera e faço as fotos. Sei que os posts sem fotos ficam meio maçantes...
É isso. Depois tento postar sobre o picadinho de fígado acebolado com pimenta que experimentei hoje no almoço lá no Calçadão. Continue lendo >>
Restaurante Escola do Senac
Oyama Cozinha Asiática
Uma noite em família !!
A cidade de Maringá apresenta vários lugares para se sair com os amigos(as) e namoradas(os) em qualquer dia da semana. No entanto, quando o assunto é um lugar para se sair em família, especialmente quando você possui crianças pequenas, esta quantidade de lugares diminui drasticamente.
Tatibana
O ressurgimento deste blog foi decidido enquanto jantávamos no Tatibana (http://www.tatibana.com.br/maringa/), apreciando um típico rodízio de comida japonesa.
Aliás, nos últimos anos Maringá experimentou uma verdadeira proliferação de restaurantes de rodízios de comida japonesa, de pizza e de carnes.
A razão dessa nossa visita ao Tatibana foi dupla: uma vontade insaciável da Norô de devorar sushis (até o nome do shih-tzu dela é "Sushi"), e a recomendação do Tatsuro (amigo expert em comida japonesa), de que atualmente o rodízio do Tatibana seria o melhor da cidade.
Motivados, portanto, por recomendação tão abalizada, decidimos abandonar a rotina de sempre jantarmos rodízios japoneses no Momiji (http://www.restaurantesjaponeses.com.br/momiji), e nos aventurarmos no Tatibana.
A aventura foi bem proveitosa.
Em visitas anteriores, no horário do almoço (self service), eu e o Alan havíamos nos decepcionado com o Tatibana. Mas na sexta a impressão foi bem diferente.
Os peixes do sashimi estavam ótimos, com um prego fresco, um salmão correto e um "magurô" (atum) simplesmente impressionante! A cor, o sabor e a textura desse magurô estavam fora do comum. Até hoje não havia comido um sashimi de atum tão bom em restaurantes de Maringá.
A apresentação dos sushis também estava muito legal, assim como o tempero do arroz neles utilizado (com a dose certa de doçura e de acidez).
Quando vou a rodízios desse tipo, costumo ficar nos "frios" (sushis e sashimis) e dificilmente provo os "quentes", com exceção do shitake na manteiga, um dos meus pratos prediletos. Essa, entretanto, foi minha única decepção no Tatibana, pois o shitake estava muito doce, quase melado, na minha opinião. Digo "minha opinião" porque o Alan adorou o prato, e disse que eu tava "viajando" ao reclamar do tempero...
Quanto à bebida, tomamos um monte de Brahma Extra long neck (poderiam servir em garrafas 600ml, :-)), que estava geladíssima, na temperatura certa para combinar com as montanhas de sashimi e sushi que comemos.
Enfim, não concordo totalmente com o Tatsuro que o Tatibana seja o melhor rodízio japonês da cidade. Mas acho que a evolução foi enorme, e que atualmente ele está praticamente empatado com o Momiji. Certamente recomendado!
PS1: Acho que o Alê (Tenente) não concorda comigo em alguns pontos. Mas deixo que isso seja esclarecido no post dele, que, espero, seja publicado rapidamente, rs.
PS2: Aos outros colaboradores, favor postarem com frequência...









































