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Rei da Esfiha

Não há dúvidas. A melhor comida árabe (libanesa) de Maringá, do Paraná, porventura do Brasil, é a do Monte Libano. Sou fã dessa culinária, e para onde viajo procuro conhecer restaurantes que a sirvam. Já fui em vários, mas nenhum sequer chegou aos pés do Monte Líbano.

Mas se todas as vezes em que tivesse vontade de comer um quibe cru, um baba ghannouj, um homus, etc., eu tivesse que ir ao Monte Líbano, decerto já estaria falido... Sim, todos sabem que o "precinho" dos pratos desse restaurante não é dos mais baixos.

Sorte que o Alan e eu encontramos recentemente uma ótima alternativa para aplacar a vontade de nos fartarmos de uma boa comida libanesa, sobretudo no almoço. É o Rei de Esfiha, aquele box da praça de alimentação do shopping Avenida Center.

Nos almoços, eles servem um buffet por quilo, de comida libanesa, que abrange um bom espectro dessa rica gastronomia. Além dos pratos frios tradicionais (alguns deles já mencionados), também há os quentes, como arroz com lentilhas, arroz com macarrão, abobrinha recheada, charuto de folhas de parreira, etc.

Mas o meu alvo foram mesmo os pratos frios. Primeiro, o quibe cru:


Costumo dizer que os quibes crus podem se classificar em dois gêneros. Aqueles pouco temperados, em que se sente mais o sabor da carne. E os mais temperados, com uma rica mistura de especiarias. O do Monte Líbano se enquadra na primeira categoria; o do Rei da Esfiha, na segunda. Mas é muito bom. A carne é fresca, há correto balanceamento entre as quantidades de carne e trigo, e o tempero é saboroso, sobressaindo-se o alho.

O quibe foi acompanhado pelas pastas. Coalhada seca:


Baba Ghannouj (pasta de tahine - pasta de gergelim - berinjela assada e alho):


E o Hommus (pasta de tahine e grão-de-bico):

 (As fotos não estão aquela beleza porque a iluminação não ajudava, e a câmera não era a "titular"...)

É claro que o ambiente não ajuda muito na experiência gastronômica. Afinal, você estará sentado numa daquelas mesinhas de shopping center, ao lado da escada rolante, com aquele barulho ensurdecedor, debaixo de uma luz fria fluorescente (parece que você está no escritório). Mas convenhamos, para um almoço rápido, pagando R$ 27,90/kg, não dá pra exigir muito.

Se a intenção é serenar aquela vontade incontrolável de comer um bom quibe cru com o mínimo de dinheiro, não há escolha melhor. O custo benefício compensa.

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Restaurante Escola do Senac em Curitiba

Já escrevi sobre os restaurantes-escola do SENAC aqui. Daquela vez, o review foi do restaurante daqui de Maringá. Desta vez, falarei sobre o de Curitiba.

Tal como eu disse no post anterior, nesses restaurantes-escola o preparo dos pratos e o serviço são feitos por alunos dos cursos profissionalizantes do SENAC, tais como os de chef de cozinha e de garçom. A vantagem disso, é que os protocolos, recomendações e receitas são seguidos à risca (p. ex. os garçons sempre o servem pela direita, etc.)

Se o ambiente do restaurante aqui de Maringá já é bem legal, classudo, o de Curitiba rivaliza com grandes e sofisticados restaurantes:

Já visitei o local várias vezes. Nesta última oportunidade, fui numa terça-feira, dia de buffet temático.

Funciona assim: segundas, quartas e sextas, existe um menu "sugestão da casa", em que lhe é oferecido um menu à francesa fechado de entrada, duas opções de prato principal, e sobremesa; às terças, é servido um buffet com pratos de alguma cozinha típica (francesa, italiana, árabe, etc.); às quintas, há o buffet de barreado. Aos que ainda não conhecem, sugiro ir nos dias de menu fechado! Para saber mais, clique aqui.

Como fui na terça, estava sendo servido o buffet temático mineiro.

Como já havia terminado meus compromissos na capital, e como, por incrível que pareça, Curitiba experimentava um atípico calor norteparanaense, resolvi tomar de entrada uma taça de chardonnay para refrescar.


Era um Puerto Viejo, do Chile. Um chardonnay comum, com uma bonita coloração, pouco ácido e levemente cítrico, com aroma que lembra frutas tropicais (melão). Enfim, não era bem aquilo que eu estava esperando para um dia escaldante (seria melhor um bem ácido e cítrico, muitíssimo mais refrescante).

De comida, comecei com um leitão à pururuca:


Primeiro, pedi pro garçom me servir um pedaço de costeleta. Mas o leitãozinho era tão pequeno que as costeletas estavam absolutamente sem carne. Contentei-me, então, com um pedaço do pernil, que estava suculentíssimo, além de muito bem temperado. Ou seja, exatamente o contrário do estereótipo do assado de porco (ressecado e pouco temperado).

Também experimentei o tutu de feijão com linguiças:


E uma tilápia ao pesto, ou seja, ao  molho de manjericão, azeite e pinole (pequeno pinhão de origem italiana) ou nozes, e alho, todos triturados em pilão ou no processador.


Ambos muito bons. O tutu bastante cremoso e pouco salgado (um defeito recorrente dos tutus). E a tilápia simplesmente sensacional: sautée (salteada) ao ponto para ficar crocante por fora e tenra e suculenta por dentro, com o sabor e o aroma marcantes (herbáceo e levemente picante) do manjericão embebido em farto azeite de oliva.

De sobremesa uma torta de queijo (cheesecake) com cobertura de goiabada cascão. Ou seja, nada poderia ser mais mineiro:


O mais legal é que, como se trata de um restaurante-escola, o cliente tem a oportunidade de usufruir de um ambiente elegante, de uma cozinha sofisticada, de um serviço à francesa perfeito (com exceção dos dias de  buffet), pagando pouco por isso. Esta visita foi feita já há algum tempinho, mas se não me engano o buffet estava R$ 19,00. Nos dias de "menu sugestão", a entrada, o prato principal e a sobremesa saem por cerca de R$ 20,00 a R$ 25,00. Visitem o site, vejam os pratos que compõem esses "menus sugestão" e imaginem quanto esses pratos custariam em um restaurante "normal", como por exemplo o Baco em Maringá.

Para ilustrar, nesta quarta-feira (28/04) a entrada será de peito de prato com gergelim, a primeira opção de principal, talharim tailandês com camarão, a segunda opção, cabrito com iogurte e especiarias e a sobremesa, frutas à moda tailandesa. Tudo isso por R$ 22,50!

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Milão

A despeito das críticas de Dom Gordini, sapientíssimo expert em culinária italiana, que considera o sabor dos pratos do Restaurante e Pizzaria Milão (Av. São Paulo, 453, (44) 3226-2929) "levemente adocicados", a verdade é que o lugar é uma das melhores opções de buffet self service do almoço maringaense. Aliás, ainda discutiremos o gosto duvidoso desse prócer, sobretudo no que respeita ao almoço do La Gôndola.



Em resumo, o que torna o Milão tão bom é uma soma de fatores interessantes.

O ambiente, desde a fachada até o confortável jardim coberto ao fundo é muito bonito e aconchegante (cf. blog da arquiteta responsável, a quem devo os créditos da foto deste post). O fato de estar em um local aberto, ajuda a amenizar o barulho infernal de pratos, garfos, facas e copos batendo, habitualmente existente em restaurantes do gênero.

A variedade de saladas é surpreendente. E há muitas saladas exóticas, tal como a salada árabe, abundantemente temperada com za'atar e folhas inteiras de hortelã e salsa, não encontráveis em outros buffets da cidade. Os pratos quentes também são variadíssimos e, em geral, muito bem executados.

Outro diferencial é a apresentação dos quitutes, sempre caprichada e convidativa ao paladar.

Entretanto, há um defeito grave. O sistema peculiar (e, digamos, burro) que eles usam para anotar as bebidas dos frequentadores. É assim: você se serve no buffet e, ao pesar o prato, a atendente questiona a bebida que você vai pedir. Ela anota o pedido vinculado ao número de sua comanda (cartão) e questiona se você vai se sentar do lado de dentro, ou de fora do restaurante. E pronto.

Sucede que os garçons, para entregar a bebida solicitada, ficam reféns de uma ridícula "procura pelo número de comanda perdido", ou seja, ficam vagando sem rumo por entre as mesas, olhando o número de cada comanda, até achar o bendito dono do suco sobre a sua bandeja! Ora, é de matar! Em dias mais cheios, e nas horas de pico, você nem chega a receber a bebida, porque ela ficou perdida em alguma bandeja com algum garçom-explorador que não encontrou o seu pequeno número de comanda! Como hoje, em que algumas das bebidas que pedíramos não chegaram até o fim da refeição, e tiveram que ser estornadas da conta no momento do pagamento.

E essa sistemática está sendo usada pelo Milão há tempos... Tomara que mudem, pois esse tipo de defeito de atendimento é imperdoável.

Especificamente nesta nossa última visita, houve virtudes e defeitos:

  • O enroladinho de mussarela e presunto recheado com rúcula e tomate seco estava ótimo. Idéia simples, ingredientes comuns, mas que, executada com requinte, tornou-se um prato bem interessante;
  • Pirão de peixe é um dos meus pratos prediletos. Por isso, experimento todos os que vejo pela frente, e posso atestar que o pirão do Milão é ótimo. A consistência é correta (nem muito líquido, nem muito pegajoso), o sabor característico (coentro e leve ardor de pimenta), com o diferencial do toque de pimentões vermelhos e pequenos camarões descascados. Experimentem!
  • A costela de boi assada costuma ser imperdível. Desta vez, erraram no sal. Embora estivesse macia e suculenta como de costume, ela estava praticamente "incomível" em razão do exagero de sal.
  • Numa visita anterior, eu provara a moqueca. E estava deliciosa. Desta vez, o peixe escolhido deixou a desejar. O cação é um peixe difícil. Alguns filés acabam ficando com aroma de amônia (não era o caso deste), e outros apresentam uma consistência muito rígida e áspera, como o usado na moqueca que experimentei nesta visita ao Milão. É verdade que já comi moquecas deliciosas com cação, mas a aspereza e a rigidez do peixe desta vez foi decepcionante, muito embora o tempero estivesse muito bom.

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Serafinni - Parte II

Mesmo antes de casar, seja na saúde, na doença, nos vários PIs (famosos programas de índio) e em todos os dias de nossas vidas (rs), lá fui eu, de novo, acompanhar o Vicente em uma dessas viagens pelas "grandes" cidadezinhas da redondeza. Mas, todo esforço tem uma recompensa e, como agrado, ele me levou para comer em Londrina (Ufa, imagina o tempo gasto em ter de achar um restaurante bom nas cidadezinhas).

E como prometido, escreverei sobre o meu saboroso almoço no Restaurante Serafinni.


Reforçando o post anterior, eu escolhi, de entrada, a carne de siri gratinada; como prato principal, o filé de tainha às ervas finas acompanhado de risoto de legumes; e de sobremesa, bananas flambadas com sorvete de creme, cujo review ficou por minha conta.

A entrada foi servida na tradicional "conchinha", com carne desfiada de siri, temperada com cheiro verde e uma camada de queijo gratinado por cima. Estava muito boa, com a carne de siri bem temperada e sem estar seca, mas confesso que preferi o carpaccio do Vicente.


Já pelo prato principal, preferi a minha escolha à dele. Adorei os temperos que, tanto no molho de ervas finas da tainha, como no risoto de legumes (cenoura e brócolis) estavam bastante suaves e, apesar dos sabores distintos dos dois, combinaram muito bem, dando aquele toque "leve" ao prato.


E, por fim, a sobremesa, nada "leve": banana cortada ao meio no comprimento, assada com um pouco de canela (coisa que, para mim, não combina nem um pouco, imagina, com a fruta, rs) por cima e colocada "boiando" no caldinho derretido da bola de sorvete de creme. Uma delícia!!! E, apesar de fazer arder a garganta de tão doce, não sobrou nem um pouco no meu potinho, pois nada que uma água intercalando entre uma colherada e outra não resolva o problema!!!


É isso, não querendo ser repetitiva, mas apenas reforçando o post anterior, realmente o lugar é excelente, com uma variedade de comidas, preço justo e atendimento de primeira.

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Restaurante Serafinni em Londrina

BlogBlogs.Com.Br
Acabei de voltar do Bar do Zé para atualizar o blog. Afinal já estou ouvindo reclamações de que a coisa aqui está muito parada. Mas, convenhamos, os outros culpados aqui do blog andam devendo postagens. Aliás, há quem nem sequer postou ainda!

Outra coisa que eu e o Tirso vínhamos conversando é o predomínio de restaurantes de comida japonesa aqui no blog. Isso precisava mudar. Então, movido pela necessidade de postar algo diferente, fui "obrigado" a visitar o Restaurante Serafinni em Londrina (não achei o site achei! como disse o Tatsuro nos comments, tava faltando um "n" no nome - fica na Av. Higienópolis, 445).


Foi a segunda vez que visitei o local. A primeira vez havia me deixado uma bela primeira impressão. Então, resolvi levar a Jú para experimentar a comida italiana deles.

No almoço, além do vastíssimo (mesmo) menu à la carte, eles oferecem menus executivos, cujo custo/benefício é incrível. Por R$ 25,00 você escolhe uma entrada, um prato principal e uma sobremesa, sendo várias as opções de prato principal, dentre carnes, peixes, massas, etc.

Eu optei por carpaccio de entrada, ossobuco com polenta como prato principal, e banana flambada com sorvete de creme de dessert.

Todavia, antes da entrada, falemos do couvert. É servida uma cesta de pães variados (quentinhos), acompanhada de bolas de manteiga, comum e temperada com ervas; esta última deliciosa. Além disso, também compõe o couvert da casa cenoura crua cortadas em bastões (os mais chiques poderiam dizer, talvez, à jardinière ou em allumettes):


O carpaccio é feito com carne bovina de qualidade: vermelha, limpa, fresca, e com ótimo sabor, além de ser fatiada na espessura ideal. Tem lugares que cortam literalmente bifes de carpaccio, e outros que deixam a fatia tão fina que nem sequer conseguimos sentir o sabor da carne, que fica encoberta pelo molho.

O molho do carpaccio do Serafinni também é bastante suave. Com a quantidade correta de mostarda, azeite e queijo parmesão ralado. Outro ponto positivo é que o carpaccio não vem inundado com milhões de alcaparras, apenas algumas, na quantidade certa para que o sabor adstringente delas se harmonize com a picância da mostarda e a textura tenra da carne crua.


Suavidade é a palavra que caracteriza a cozinha do Serafinni. Ao pensarmos em ossobuco com polenta (ou mesmo ao pensarmos em comida italiana em geral), sempre virá à tona a imagem (e o sabor) de uma comida carregada, fortemente temperada. Esse estereótipo de comida italiana, na verdade, revela um defeito, pois o tempero demasiado muitas vezes esconde e mascara o real sabor do alimento.

Quantas vezes comemos filés de peixe acompanhados de molhos tão intensos que nem sequer nos permitem sentir o suave sabor do peixe.

Esse defeito não existe no Serafinni. O ossobuco é acompanhado de um molho de tomates bastante suave, que nos deixa sentir o sabor marcante da carne bovina, com bastante gordura marmorizada, típica do corte. Essa suavidade também é salutar na apreciação da polenta (com a consistência perfeita - liquefeita), pois nos permite apreciar o sabor delicado do fubá.


O review da sobremesa - bananas flambadas com sorvete de creme - deixarei por conta da Jú, que também prometeu escrever sobre a carne de siri gratinada e o filé de tainha às ervas finas com risoto de legumes que ela experimentou.

Ainda sobre o Serafinni, é interessante dizer que os pratos são generosos (pode-se ver nas fotos); a apresentação é carpichadíssima; o serviço é atencioso e bastante cortês, sem contar a simpatia do responsável pela casa, o Roberto, que motivado pela curiosidade de ver um casal tirando fotos de tudo (com uma câmera daquele tamanho), nos perguntou se éramos de algum jornal, rs. Quem sabe um dia... Aliás, faltam colunas de crítica gastronômica nos jornais maringaenses.

É isso. Preços acessíveis. Comida italiana de alta qualidade. Serviço cortês. Aqui em Maringá não achei restaurante italiano que possa se comparar com o londrinense Serafinni. Sigo buscando.

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Almoço "Lá em Casa"

Há um ano, por causa da minha pós em Terapia Ocupacional (pois sou a única "culpada" que não passa o dia envolvida com prazos, protocolos, recursos, 1ª e 2ª vara, audiência e etc), venho me aventurando em alguns finais de semana na cidade de Lins (SP). Por isso, venho conhecendo alguns restaurantes e bares da região.

Como o tempo de almoço é curto entre uma aula e outra, e a forma de se locomover não inclui um automóvel, procuro sempre um local próximo à faculdade onde o desejo de matar a fome não se transforme em horas de espera. Por isso, a opção escolhida para o almoço aos sábados, ficou por conta do restaurante "Lá em casa" (R. Vlto Vitoriano Borges, 30 , Lins, SP).


Lá o sistema é self service e o buffet conta com uma variedade de pratos frios e quentes. Entre aqueles são servidos tanto as folhagens, as frutas, como o salpicão e a salada de grãos. Já nos pratos quentes, você encontra desde o comum arroz, feijão e batata frita até a feijoada, a picanha, a variedade de massas e carnes, e o famoso salmão. Aliás, eu nunca deixo de pegar o salmão assado com alcaparras, que nunca está seco e está sempre muito saboroso.

Neste fim de semana, a massa feita por eles foi o sofiatelli (formato de "pasta" que tem a semelhança com um pacotinho de presente pequeno que foi assoprado/assoviado - sofia em italiano e é elaborado apenas com ovos e farinha, seguindo de certo modo a receita tradicional de massa rica) aos quatro queijos que estava muito bom. Porém, para mim, a melhor massa servida por eles é o rondelli (massa em formato de rocambole) de presunto e queijo ao molho branco.

O preço sai por R$ 29,80 o kilo, o qual acho justo pela estrutura ampla, o ar condicionado (indispensável nessa cidade que ferve), o bom atendimento e os principais, a variedade e qualidade da comida.

Fica aí a dica!! Quem um dia, por acaso, passar por Lins (vai que sai uma audiência pra lá) almoce "Lá em casa". Só verifique se a data não coincide com a da pós em Terapia Ocupacional, pois nestes dias o restaurante lota de estudantes, já que estes recebem ainda 10% de desconto.


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Click Sushi ao vivo

Sexta-feira passada (05/03), minha irmã e eu resolvemos dar uma volta para colocar o papo em dia. Estávamos mesmo precisando. Achei que seria uma boa oportunidade para conhecermos um lugar novo (até por conta do blog). 

Tínhamos duas opções bem diferentes: um barzinho (localizado no antigo endereço da Trattoria Italiana) e um restaurante japonês (Click Sushi - Avenida Laguna, 245, Centro). Como nós duas somos sushi addicted, ficamos com a alternativa oriental. 

Já de cara gostamos do ambiente: o lugar é pequeno, mas arrumado. Penso apenas que seria interessante se os donos investissem um pouco mais na trilha sonora. 

Quando os pedidos começaram a chegar, no entanto, a música nem fez tanta falta assim (ah, tenho que deixar registrado que o atendimento estava especial). De entrada, pedimos duas porções de sunomono (saladinha de pepino agridoce). Embora no cardápio virtual o preço dessa iguaria seja de R$ 5,50, acredito que não nos tenha sido cobrado.


Para acompanhar, pedi uma dose de saquê nacional (que, na minha opinião, estava bem pequena, se comparada a de outros restaurantes); minha irmã preferiu uma saiquirinha de morango (boa, mas não muito bonita). 

Aproveitamos para pedir também uma porção de acelga maki de Salmão (08 unidades bem servidas, R$ 12,50), uma de hot filadélfia (08 unidades, R$ 13,50) e um yakisoba japonês (informação importante: feito sem glutamato de sódio).





De longe, esses foram os melhores que já comi: os sushis estavam muito frescos (o arroz praticamente sumia na boca; a acelga estava tão novinha que, ao morder, podíamos ouvir o croc - risos). O prato quente estava levíssimo, recheado de tofu e shitake. Uma delícia de verdade. 

Mas se eu pudesse dar uma sugestãozinha só, pediria que os sushis fossem um pouco menores (!), para facilitar o consumo. De resto, foi tudo de lamber o hashi. Risos.

Não bastasse tudo isso, a Patrícia (dona do restaurante, muito simpática por sinal) fez questão que provássemos alguns sushis doces. Jesus! Ela me pegou, achou meu ponto fraco. Acho que as fotos dispensam todos os comentários. 


Antes de terminar o post, tenho que deixar consignado que o Alê chegou no final da comilança e... começou tudo de novo! Risos. Definitivamente, preciso entrar numa dieta!

p.s. nossas fotos não chegam nem aos pés das do Vicente...mas acho que dão uma noção do quanto a comida estava boa!

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Sushi Lounge

O trabalho anda uma loucura. Se é chavão dizer que o ano do brasileiro começa depois do carnaval, este ano para mim (e para todos os culpados deste blog) isso está sendo verdade. Mas vamos lá...



Um dos posts atrasados é o Sushi Lounge, um dos muitos restaurantes japoneses que surgiram em Maringá nos últimos anos, e certamente o mais escondido deles. Ele está ali encravado no meio da Zona 4, na Rua Joaquim Nabuco, 366.

Um dos diferenciais é que eles não servem o famoso rodízio de comida japonesa, regado a muito sushi e sashimi, com a finalização cruel dos pratos quentes. Lá o serviço é à la carte.

Esta foi a segunda vez que visitei o lugar. Da primeira vez, já há algum tempo, apenas fui num final de tarde comer um sashimi de tilápia com meu irmão. Desta, fui com a Jú jantar num domingo à noite.

De entrada, resolvemos pedir uns sushis. Ela escolheu hosomakis hot roll, já bastante conhecidos dos frequentadores de rodízios. Para que não conhece, segue a foto:



Nada mais são do que hosomakis com o tradicional nori (alga marinha) por fora, recheados com filé de salmão, levemente empanados numa massa fininha, e fritos (argh!). Confesso que não tenho nada contra essa onda fusion da comida nipo-brasileira. Mas, para mim, sushi frito já é demais. Tira a textura do nori, e deixa o gohan meio azedo e "chicletudo". Mas "gosto não se discute", a Jú e a grande maioria dos habitués desse tipo de restaurante adoram a heresia...

Eu também escolhi um  sushi pouco tradicional: um uramaki (nori por dentro e não por fora, como no hosomaki) de salmão com kani e molho de pimenta (!).


Para a minha decepção, o gohan usado no sushi parecia estar meio velho e ressecado. Em razão disso, e sobretudo porque não havia o nori por fora para segurar o arroz em sua forma, o uramaki veio desmanchando. Era só pegar na mão que a iguaria desmanchava...

Outro problema do uramaki foi a falta de pimenta. Realmente, se o cardápio diz que o sushi é de "salmão apimentado", o mínimo que se espera é um leve ardor da pimenta. Mas infelizmente nem parecia que havia sido colocada a pimenta propagandeada.

É verdade que o sushi estava saboroso. Mas isso não me fez esquecer os desmoronamentos de arroz e a falta da esperada pimenta.

De prato principal, pedimos um yakisoba tradicional, com legumes, filé de frango e tiras de carne.



A apresentação não é lá muito inspiradora, como se pode ver da foto. Mas o sabor não é diretamente proporcional ao look do prato. A primeira surpresa que se tem ao experimentar o yakisoba, é que ele não segue a receita com influência predominantemente chinesa, que é a mais comum aqui no Brasil (pelo menos aqui no Paraná). O yakisoba chinês é aquele feito com macarrão nissin (o do famoso miojo) com sabor acentuadamente salgado. A receita japonesa, que é a seguida pelo Sushi Lounge, é mais adocicada (agridoce), com o macarrão assaí (cilíndrico e liso).

Outro diferencial positivo do yakisoba que experimentamos, e a crocância dos legumes. Um dos pecados mortais dos restaurantes (sobretudo os self service do almoço) é refogar demasiadamente os legumes dos prator orientais, deixando-os moles e pastosos. Convenhamos, comer uma pasta de cenoura, ou uma couve-flor em que nem se percebe a textura (o mais legal da couve-flor é a textura áspera!) é horrível, sem contar que todos os legumes e verduras ficam com aquele gosto igualado de shoyu fervido.

Lá no Sushi Lounge os legumes e as verduras do yakisoba são servidos al dente, como deve ser. Brócolis, pimentão, cenoura, cebola, etc., todos crocantes e com seus sabores conservados, temperados pelo sabor marcante do abundante óleo de gergelim.

Quanto ao ambiente e ao serviço, a impressão foi bastante positiva. O terraço/varanda de madeira é bastante confortável, e a localização afastada das principais avenidas torna o restaurante tranquilo, sem aquele fluxo (e barulho) incessante de carros. O serviço, em sua grande parte feito pelo próprio dono do restaurante (um nikkey que voltou há pouco do Japão) é simpaticíssimo e atencioso, servindo-nos com a pontualidade e a cordialidade esperada.


Enfim, desvendamos mais um dos restaurantes orientais da cidade. Não podemos dizer que é o melhor (Momiji e Tatibana à frente), mas há diferenciais que merecem ser experimentados, sem contar que o ambiente tranquilo e o serviço correto são prós que nem sempre são observados nos concorrentes.

PS: as fotos não estão com aqueeela nitidez, mas a iluminação estava bastante complicada pra tirar fotos em macro...

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O Rei do Happy Hour

Inaugurando minha coluna pessoal no blog, da qual intituto "O Rei do Happy Hour", começo com o relato de uma semaninha em que, no melhor estilo "sessão da tarde", temos aprontado uma tremeeeeeeeenda confusão...

Tudo começou na terça, um dia tão tranquilão, em que no máximo a aventura se resumiria ao nostalgico Joseph's Pub (bar do zé), mas que acabou se descambando para o Bartolomeu (Av. Pedro Taques), boate nova que abriu em Maringá.

Chegamos lá, eu, Fat, Alien e Oponente, e pensei: "amanhã é quarta, é dia de trabalhar". Pedi 2 long necks, geladas por sinal, tudo ok, até que alguém teve a "brilhante" idéia de pedir um combo de Smirnoff. Como bom apreciador da BEBIDA RUSSA, prometi que iria tomar apenas uns dois copos com energético, mas... acabamos com a garrafa, e tornei minha quarta-feira em um dia interminável.

Mais uma vez, minha companheira das manhãs - Dona Hangover, esteve lá, firme e forte para me fazer lembrar que ser um membro do Quitutes & Acepipes é hobby, e não um trabalho profissional.

Mas... nada que uma picanha "saborosa" (nos dizeres do Fürer) que eu, Tirso, Cebolinha e Freguês comemos no Calçadão (av. Getúlio Vargas) para resolver o problema da minha ressaca, ressaca esta no melhor estilo "ressaca parkinson" (aquela em que você treme sem parar).

Ah, enfim. Pensei que o dia terminaria tranquilamente, mas a partida entre Palmeiras e Santo André ocorreria a noite, e me lembrei do grande e lendário Cine Bar (av. Brasil), bar comandado pelo Garrafão, em que a "moçada" do quinquênio 95/2000 tomava umas pingas antes do show da Shakira.

Convidei Freguês e Tirso pra irem comigo tomar uma gelada e ver o jogo. É claro que eu não poderia esperar outro resultado senão a derrota do meu querido Verdão, já que o Tirso é camarada, porém corinthiano, e um tremendo pé-frio/agourento dos infernos!!! pqp!!!

Eu, como palmeirense roxo, sofredor e p*to da cara com essa merlin/bósnia do meu time (que conseguiu a proeza de perder do Santo André em pleno Palestra... que beleeeeeza!!!!), ao menos tive o prazer de comer os espetinhos de lá (frango com pimentão e cebola, pra dar aquela sustança) e tomar uma birra com os 'culpados', mas acho que exagerei, porque minha barriga não para de dizer "HAVE MERCY"...

Happy Hour é para profissionais. E tenho dito...

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Matsuri Sushi Garden: Novidades Bem-Vindas!


Terça-feira é lei: dia de almoçar sushi e sashimi! Depois de visitar o Oyama na semana passada, e como o Sushiky vem nos decepcionando nas últimas visitas, fomos ao Matsuri, depois de alguns meses de ausência.

E o descanso que demos ao restaurante fez bem. Lá chegando fomos surpreendidos por algumas novidades muito boas, e também nos reencontramos com pratos de que gostávamos muito.

Os sushis de lá sempre foram muito bons. O arroz sempre foi temperado corretamente. O mesmo se pode dizer da textura do arroz, pois nunca peguei sushis duros ou ressecados; amassados e mal cortados às vezes, mas isso é parece ser um mal necessário dos self services de sushi... (Oyama é exceção, como dissemos, talvez devido ao menor movimento).

A qualidade do sashimi varia bastante. Lá já comi atuns muito bons, mas também já me ofereceram olhete (e outros) como se fosse atum. Já comi salmão encharcado do degelo e salmões ótimos, fresquíssimos. O peixe de hoje estava normal. Não comprometia. A boa novidade era o sashimi de prego, que antes dificilmente era oferecido no Matsuri.

O melhor reencontro foi com o Guioza:


Confesso que já comi guiozas em muitos restaurantes daqui e de outras cidades. Mas esse do Matsuri continua imbatível. A massa é fina; sempre grelhada no ponto; e o recheio de carne de porco com "verde" (acho que é cebolinha) é muito saboroso e suculento.

As boas novidades no bufê foram duas. A primeira, um hossomaki de pepino (em vez de nori) com uma pasta de atum enlatado com missô:




Muito bom. O pepino dá uma sensação gelada e crocante que contrasta legal com a pasta, que possuia aquela textura do atum enlatado e amassado e o sabor pitoresco do missô (quem nunca provou missô, prove!).


A segunda novidade foi o "Camarão Ebi Tiey Sauce":




Primeiro uma explicação do nome: eu já sabia que "ebi" significa "camarão" em japonês. Então fui procurar o que seria o "sauce" (molho) Tiey. E percebi que esse "tiey" é uma corruptela ou uma "niponização" da palavra "Chilli". Isso mesmo, aquele molho mexicano.


Descobri, então, que o Ebi Chilli Sauce é um prato bastante comum na cozinha de japonesa. E isso é a prova incontestável da globalização gastronômica e de que a onda fusion dominou o setor. Afinal, chilli ser comida rotineira no Japão é algo, no mínimo, incrível.

Mas não é que o prato é delicioso. São camarões pequenos, com casca, parcialmente empanados (maizena ou algo do gênero), e depois recobertos por um molho denso e cremoso, com um sabor marcante e exótico. Realmente, o sabor é bastante adocicado e levemente apimentado. Fica difícil de descrever em maiores detalhes... É preciso provar, ou fazer em casa (basta googlar para achar a receita).

Já se vê portanto, que a visita ao Matsuri é recomendadíssima. E nós certamente voltaremos lá mais vezes...



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Calçadão: Tiras de fígado acebolado com pimenta dedo de moça


Conforme prometido, e já com algum atraso, escrevo sobre as tiras de fígado que experimentei no almoço no Calçadão. Embora não tenha tirado a foto, descrevo o quitute: fígado de boi em tiras finas (1-2cm) refogado com cebola em pétalas, e polvilhado com fatias pequenas de pimenta dedo-de-moça:


Esse acepipe, embora estivesse servido no bufê do self service do Calçadão, deveria, na verdade, estar no cardápio de algum boteco da cidade. Claro que combina demais com um arrozinho solto e um feijão caseiro.

Mas com cerveja...

A primeira vez que comi uma porção de fígado num boteco foi no Casa di Bel@ em Curitiba (visitem o link e curtam o estilo do lugar!)


Mas pergunto: vocês sabem de algum boteco da cidade que tenha porção de fígado acebolado?

Além disso, percebam que o prato do Calçadão incorpora precisamente aquela idéia que defendemos no post inicial. Ou seja, não basta servir uma porção "normal". É preciso fugir dos lugares-comuns. Afinal, fígado acebolado possui aquela receita clássica, "imexível". Mas o Calçadão foi além, e deu um charme ao fígado acebolado acrescentando aquelas rodelas de pimenta dedo de moça. Pronto. A ardência suave e o perfume inconfundível da pimenta transformaram um prato comum, num acepipe!

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Resumo do fim de semana: Casamento, Restaurante China, Churrasco e Puchero

Sexta-feira saí um pouco mais cedo do trabalho e fui direto para Cruzeiro do Oeste no casamento de amigos da Jú, que acabaram por se tornar amigos meus também. Já fizemos juntos aventuras gastronômicoetílicas na Taqueria Ginga e Sabor e no Mr. Bachir. Aliás, esses são dois lugares que já estão merecendo posts (quem se habilita, hein, pessoal?)

Na recepção do casamento (tava quente pra caramba) tomamos umas cervejas. No início não estavam muito geladas (porém totalmente bebíveis). Mas com aquele calor, nem dá pra reclamar... Se a cerveja ficasse dois segundos fora do freezer já esquentava. Whisky à vontade (tomei alguns "reds"). E o jantar foi surpreendente, com um "filé ao molho madeira" (clássico dos casamentos) que realmente era de filet mignon (algo meio raro) muitíssimo saboroso. Nem parecia aquela "posta" insossa que costuma ser servida por aí.

Voltando para Maringá no sábado à tarde, paramos em Cianorte para almoçar. Foi difícil de achar restaurantes ali, hein. Aos que moram na cidade da moda, por favor, postem sugestões para a próxima visita. A Jú e eu acabamos almoçando no Restaurante China, que serve uma comida chinesa barata, por quilo ou à la carte. Os pratos são saborosos e de acordo com a tradição. As frituras (tempurá e empanados em geral) estavam um pouco encharcados (mas a comida chinesa em geral é meio pesada em razão das frituras). Apenas não gostei da ortografia sinoabrasileirada do lugar. Afinal, "yaquimeshi" e "yaquisoba" é pra acabar, né!

Chegando em Maringá, ainda deu tempo de assistir o Timão atropelar o Sertãozinho...

No sábado à noite, juntamos uma turma para um churrasquinho abastecido com carnes lá do Ribeiro (Açougue Ribeiro Carnes e Assados). Para mim (e acho que para muitos), não há opção melhor para comprar carnes para o churrasco. O preço é bom e o grande volume de vendas do lugar faz com que as carnes estejam sempre frescas. Fora a qualidade e o sabor das carnes temperadas (é o único lugar em que tenho coragem de comprar carne embalada à vácuo já temperada; nos outros, parece alternativa para vender carne velha, quase estragando). Provem a costela de boi cortada à borboleta, o meio da asa e a bisteca de porco, todos já temperados.

Outra coisa interessante de sábado à noite foi o alho frito (conservado no azeite de oliva extravirgem) feito pelo Tatsuro (ele de novo!). Esse cara é um verdadeiro gourmand, muito mais do que um expert em comida japonesa (como eu já disse anteriormente), ele entende de comida em geral, além de cozinhar muito! O alho dele é o seguinte (outro dia posto a foto): alho in natura esmagado em pequenos pedaços; frito em óleo vegetal até ficar corado e crocantíssimo; escorrido e guardado em vidros repletos de azeite de oliva extravirgem de alta qualidade. Simplesmente tudo fica bom com esse alho. Se ele acatar a minha sugestão de industrializar o quitute, logo vocês poderão encontrar por aí, rs (Tatsuro, vou querer comissão!).

Domingo, depois do San-São, fui jantar na casa da bathian (avó, em japonês coloquial) da Jú. Como sempre, a mãe da Jú foi a responsável pelo prato, um Puchero. Para quem não conhece, trata-se de um cozido clássico da cozinha espanhola, e se parece bastante com a nossa feijoada, com a diferença de que é branca (em vez de feijão preto, grão-de-bico, feijão branco, milho, etc.). Segue a foto (essa não é minha) para se ter uma idéia:



Enfim, um prato bastante apropriado para uma noite de domingo escaldante, em que os termômetros beiravam os 40ºC (rs, sacanagem com a sogra). Mas é preciso dizer: o puchero estava delicioso, com os grãos-de-bico perfeitamente cozidos al dente, e as rodelas de calabresa e paio dando aquele saborzinho defumado à coisa.

Da próxima vez, prometo que saio com a câmera e faço as fotos. Sei que os posts sem fotos ficam meio maçantes...

É isso. Depois tento postar sobre o picadinho de fígado acebolado com pimenta que experimentei hoje no almoço lá no Calçadão.

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Restaurante Escola do Senac



Conforme prometido, estou postando as impressões do nosso almoço de hoje, no Restaurante Escola do Senac. 

Como o próprio nome revela, ele é um restaurante em que a cozinha é capitaneada por alunos dos cursos de culinária do Senac, assim como o serviço, também de responsabilidade dos alunos dos cursos de formação para garçons e garçonetes. Veja o aviso que eles colocam nas mesas:


Por incrível que pareça, essa circunstância, de ser um restaurante experimental, ajuda a melhorar a qualidade, tanto da comida, quanto do serviço. Em geral os pratos, servidos no sistema self service são bastante diferenciados e exóticos (consequência direta do caráter experimental), e o serviço é formal e correto, com os aprendizes de garçom sempre servindo-o pela direita (como recomenda a etiqueta), dentre outros requintes interessantes.

Mas vamos ao almoço de hoje.

Quinta-feira, por tradição, é dia de Barreado no Senac Maringá. E, salvo engano, é o único local de Maringá em que você pode saborear esse prato típico de nosso Paraná.

Aliás, isso é uma vergonha (como diria Boris Casoy). Como é possível que em uma das maiores cidades do Paraná, não seja possível encontrar, com facilidade, um restaurante que sirva o prato típico do estado? Pois é...

Confesso, vermelho de vergonha, que ainda não experimentei o Barreado de Morretes. Por isso, não posso avaliar o do Senac com toda a propriedade e know how necessários. Mas posso afirmar que o Barreado do Senac é bem saboroso, com aquele sabor levemente picante e extremamente aromático do cominho. Servido com Banana à Milanesa (a tradição é banana crua mesma) um Pirão de Barreado saborosíssimo.


Outro prato digno de nota é a exótica salada de rabanetes com molho de limão e canela (!!). Isso mesmo, rabanete com canela!


Infelizmente, ao menos para o meu paladar (e para os do Bruno e do Alan) essa mistura corajosa não vingou, pois a acidez do limão e o leve ardor do rabanete definitivamente não combinam com o aroma adocicado e terroso típico da casca da Cinnamomum zeylanicum.

Enfim, embora recentemente tenha havido um pequeno aumento do preço (de cerca de R$ 18,90/kg para cerca de 24,90/kg - não tenho certeza dos valores), o que antes o tornava imbatível no quesito custo/benefício, o Restaurante Escola do Senac continua recomendadíssimo, seja pela qualidade da comida, seja pela cortesia do atendimento.

Para os que gostam de explorar novos e exóticos sabores, então, é visita obrigatória!




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Oyama Cozinha Asiática


Como reza a tradição, terça-feira é dia de comer comida japonesa. Sendo assim, o Alê, a Nôro, o Alan, o Bruno e Eu fomos ao Maringá Park (antigo Aspen) para almoçar no Oyama Cozinha Asiática.


Certamente eles contam com os sushis mais cuidadosamente elaborados do horário de almoço maringaense. Prova disso é a foto com os uramakis e nigirizushis abaixo (tataki de salmão com pepino, tilápia empanada com maionese, rúcula com tomate seco, takô (polvo) e o surreal hot roll de banana, chocolate e mousse de maracujá.


Já se percebe, então, que a culinária do Oyama não segue a linha mais tradicional, e aderiu à moda meio "fusion" de incorporar sabores ocidentais à culinária japonesa tradicional. Mas deixando purismos de lado, o resultado dessa mistura toda é bastante saborosa. Aliás, o hot roll de mousse de maracujá é f***.

Os sashimis de salmão, prego e tilápia estavam ok. É claro que não se comparam à qualidade dos peixes servidos nos rodízios da cidade (pois o preço que se paga para comê-los é maior), mas também não comprometem.

O único porém diz respeito ao arroz dos sushis, que estava um pouco duro e ressecado hoje (isso não é comum). Será que estão usando arroz amanhecido???



Com o súbito aumento dos preços dos outros self service do gênero, e com a queda de qualidade de concorrentes (Sushiky é um bom exemplo, com o recente aumento do preço para quase R$ 40,00/kg e a concomitante queda da qualidade dos peixes e na variedade da oferta do bufê), o Oyama se coloca certamente como a melhor opção de comida japonesa/oriental no almoço. Vamos ver se os concorrentes se espertam!

É isso. Em breve, o post da sobremesa de hoje: sorvete de "chumbinho" da Kopenhagen.


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Uma noite em família !!

A cidade de Maringá apresenta vários lugares para se sair com os amigos(as) e namoradas(os) em qualquer dia da semana. No entanto, quando o assunto é um lugar para se sair em família, especialmente quando você possui crianças pequenas, esta quantidade de lugares diminui drasticamente.

É possível se contar nos dedos os estabelecimentos que permitem que casais com filhos pequenos também curtam a vida notura maringaense.
Não estou dizendo que boates e casas de show deveriam permitir que casais levem seus filhos pequenos. Ao contrário. Estou dizendo que a maior parte dos bares e restaurantes da cidade, atualmente, não estão preparados para receberem este tipo de clientela.
A exceção, meus amigos, é o Cupim Mania.
Eu poderia escrever aqui sobre a bebida gelada e da comida que servem, o que, garanto, o farei em breve, mas prefiro postar o meu primeiro comentário neste Blog para dizer que este estabelecimento acertou na mosca ao disponibilizar uma área totalmente destinada as crianças.
Lá você, além de saborear uma cerveja gelada e de comer bem, você tem a tranquilidade de deixar seu(s) filho(s) em um "playground" com o acompanhamento de funcionários, ao que pude observar, bem esducados e por demais atenciosos, enquanto você se diverte com o restante de sua família.
Como primeira participação, deixo esta informação aos amigos e colegas: não há motivo para não se divertir na noite maringaense, mesmo aqueles que possuem filhos pequenos, o que existe são apenas algumas restrições.

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Tatibana

O ressurgimento deste blog foi decidido enquanto jantávamos no Tatibana (http://www.tatibana.com.br/maringa/), apreciando um típico rodízio de comida japonesa.

Aliás, nos últimos anos Maringá experimentou uma verdadeira proliferação de restaurantes de rodízios de comida japonesa, de pizza e de carnes.

A razão dessa nossa visita ao Tatibana foi dupla: uma vontade insaciável da Norô de devorar sushis (até o nome do shih-tzu dela é "Sushi"), e a recomendação do Tatsuro (amigo expert em comida japonesa), de que atualmente o rodízio do Tatibana seria o melhor da cidade.

Motivados, portanto, por recomendação tão abalizada, decidimos abandonar a rotina de sempre jantarmos rodízios japoneses no Momiji (http://www.restaurantesjaponeses.com.br/momiji), e nos aventurarmos no Tatibana.

A aventura foi bem proveitosa.

Em visitas anteriores, no horário do almoço (self service), eu e o Alan havíamos nos decepcionado com o Tatibana. Mas na sexta a impressão foi bem diferente.

Os peixes do sashimi estavam ótimos, com um prego fresco, um salmão correto e um "magurô" (atum) simplesmente impressionante! A cor, o sabor e a textura desse magurô estavam fora do comum. Até hoje não havia comido um sashimi de atum tão bom em restaurantes de Maringá.

A apresentação dos sushis também estava muito legal, assim como o tempero do arroz neles utilizado (com a dose certa de doçura e de acidez).

Quando vou a rodízios desse tipo, costumo ficar nos "frios" (sushis e sashimis) e dificilmente provo os "quentes", com exceção do shitake na manteiga, um dos meus pratos prediletos. Essa, entretanto, foi minha única decepção no Tatibana, pois o shitake estava muito doce, quase melado, na minha opinião. Digo "minha opinião" porque o Alan adorou o prato, e disse que eu tava "viajando" ao reclamar do tempero...

Quanto à bebida, tomamos um monte de Brahma Extra long neck (poderiam servir em garrafas 600ml, :-)), que estava geladíssima, na temperatura certa para combinar com as montanhas de sashimi e sushi que comemos.

Enfim, não concordo totalmente com o Tatsuro que o Tatibana seja o melhor rodízio japonês da cidade. Mas acho que a evolução foi enorme, e que atualmente ele está praticamente empatado com o Momiji. Certamente recomendado!

PS1: Acho que o Alê (Tenente) não concorda comigo em alguns pontos. Mas deixo que isso seja esclarecido no post dele, que, espero, seja publicado rapidamente, rs.
PS2: Aos outros colaboradores, favor postarem com frequência...

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